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O uso das Redes Sociais no processo do aprendizado.

por Giuseppe Mosello

Segundo uma pesquisa muito interessante da KPMG Consulting, 80% do aprendizado na empresa acontece de maneira informal.

De fato, mesmo que a empresa tenha uma Diretoria comprometida que invista significativamente no treinamento, na formação, na capacitação e na educação dos seus colaboradores, o aprendizado na empresa acontece na sua maior parte durante o dia a dia do trabalho.

Mesmo este aprendizado sendo direcionado através das escolhas de carreiras e pelo desenvolvimento profissional com o qual concordamos previamente juntamente com a empresa, ele se desenvolve durante o nosso cotidiano laboral através da conversa com o colega, da simples observação do nosso ambiente de trabalho, do feedback recebido pelo chefe, da pesquisa feita na rede interna ou externa, ou aind apor meio dos pequenos erros de todos os dias.

Esta mistura de aprendizado informal, empírico, osmótico e imitativo constitui então 80% do nosso aprendizado na empresa e completa o processo de aprendizado formal que a empresa nos disponibiliza.

A partir deste prisma podemos observar e entender como deve ser contemplada esta característica no desenho de um curso de formação seja qual for a exigência, contingente ou estratégica. Não podemos nos concentrar apenas no curso. Precisamos pensar em atividades que alcancem e canalizem o melhor possível estes 80% de aprendizado informal.

Ainda segundo esta pesquisa 45% dos entrevistados afirmou aprender diretamente no trabalho entre os quais, 30% pesquisando a Rede, 3% através de Mentoring e Coaching e 2% através de manuais e instruções.

Analisando estas informações vemos que a maioria delas foi baseada na informação e comunicação. Se conseguirmos canalizar ambas, teremos um maior aproveitamento destes 80% de aprendizado informal.

As Redes sociais corporativas representam um ponto forte nesse sentido. Nelas podemos direcionar as informações de maneira mais pontual do que seria possível fazer na intranet, além de desfrutarmos da própria comunicação entre as pessoas durante um processo de treinamento.

Imaginemos por exemplo, termos a exigência de informar os nossos colaboradores sobre inovação e criatividade na venda de um determinado produto. Utilizando a internet e a rede social em conjunto com um curso tradicional, podemos desenhar um percurso de aprendizado da seguinte forma:

 Começamos desenhando um curso e-Learning para a introdução sobre os conceitos de inovação e criatividade, e o uso das ferramentas de pensamento criativo;

- Solicitamos uma pesquisa na internet e nas redes sociais externas para conhecer o que se fala sobre o nosso produto;

- Indicamos uma visita na rede social interna, para ver a realidade que os vendedores e promotores escutam diretamente do cliente sobre o produto;

- Solicitamos mais uma pesquisa na rede social interna para ver o que o pessoal da fábrica pensa sobre o produto e

- Marcamos um encontro on-line com experts de venda da empresa (ou profissionais terceiros envolvidos) para entender melhor como usar a criatividade e inovação na venda.

Neste ponto, pedimos para coletarem todas estas informações e usar as ferramentas de pensamento criativo aprendidas no e-Learning inicial, para tentar desenhar uma maneira criativa de vender o produto.

No final solicitamos que publiquem o resultado no fórum do curso, onde os alunos podem comparar os próprios resultados com os resultados dos demais participantes que fizeram o curso anteriormente e ver os resultados que foram premiados.

Desta forma usamos o e-Learnign tradicional para passar o conteúdo, e as redes sociais, internas e externas à empresa, para coletar idéias para o trabalho de criação. No final, este trabalho poderá ser premiado e servirá de exemplo para os próximos que realizarem o curso.

Este é um exemplo de como criar um verdadeiro percurso de treinamento Blended, baseado na soma eficaz de aprendizado individual e colaborativo, utilizando as melhores práticas e especialmente com a utilização das redes sociais internas e externas à empresa.