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Cidade Virtual Corporativa é tema de estudo de caso

Ferramenta criada pela Learnway usa representação simbólica do real

Na contemporaneidade as pessoas cada vez mais interagem por meio da internet e para entender como esta ferramenta está interferindo no ambiente corporativo, Sandra C. Machado, graduanda em Psicologia, realizou para o seu trabalho de conclusão de curso a pesquisa: “Cidade Virtual: Estudo de caso sobre uma Comunidade Virtual Corporativa”. Recentemente apresentada no 16º. Encontro Nacional da ABRAPSO de Psicologia Social e Social Comunitária, em Recife/PE, a pesquisa foi impulsionada pelo anseio de lançar um olhar da Psicologia para as novas formas de comunicação, com o intuito de entender a influência das redes sociais nas relações interpessoais.

Foram dois anos pesquisando a respeito da Cidade Virtual®, um produto pioneiro registrado pela Learnway, empresa que possui a exclusividade da sua comercialização no Brasil e no exterior. “Precisamos sempre atentar para os movimentos sociais, organizacionais e o reflexo destes nas formas de relações interpessoais nos ambientes coletivos. Neste sentido, posso dizer que a criação da Cidade Virtual® foi uma iniciativa inovadora e baseada em uma sensibilidade aguçada entre a demanda do mercado e as possibilidades que a tecnologia pode oferecer. Este conjunto de fatores gerou uma ótima ferramenta”, diz Sandra.

A pesquisadora explica que a Cidade Virtual® é inovadora porque não utiliza padrões estéticos de portais, mas sim réplicas de ambientes reais. Cada serviço oferecido encontra-se em concordância com os locais onde estaria no ambiente real, o que segunda ela é importante, pois propicia o desenvolvimento de um sentimento de pertença, “onde cada usuário se reconhece como cidadão, compartilha valores em comum e também faz a troca de mensagens pessoais envolvendo questões particulares do cotidiano”.

Sentimento de pertença

Para o desenvolvimento da pesquisa foram coletados dados por meio das mensagens postadas pelos 1,5 mil usuários da ferramenta, com idade entre 18 e 45 anos, de ambos os sexos, distribuídos em todo território nacional brasileiro. As mensagens foram analisadas diariamente, durante seis meses. Ela cita que através dos símbolos de cidadania presentes na comunicação foi observada a existência do sentimento de pertença, ou seja, o sentimento de pertencer à empresa. “Constatei que inúmeras mensagens utilizaram-se da autodenominação como ‘cidadãos’ e trataram o ambiente compartilhado utilizando termos como ‘nossa cidade’, além da referência espontânea aos colegas como ‘família’.”

Sandra enfatiza que o momento vivenciado nas redes sociais já faz parte do ambiente organizacional, mas que existe uma grande diferença entre a empresa estar na rede ou possibilitar uma rede para seus colaboradores, pensando em privacidade e segurança. “É importante oferecer um espaço de compartilhamento, de difusão da cultura organizacional, mas sem dispersão do foco de trabalho.”
Além disso, ela também identificou o aparecimento de uma nova figura profissional, o cibergestor, ou seja, um mediador da comunicação nas redes sociais corporativas, sensível às manifestações dos participantes, no reconhecimento das necessidades singulares do indivíduo. “Onde houver a atuação de um cibergestor que proporcione o modelo para o desenvolvimento do sentimento de pertença haverá uma verdadeira comunidade virtual e todos os benefícios pessoais e organizacionais que o mesmo acarreta para todos os sujeitos envolvidos”, complementa.
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