> Voltar para lista de artigos

E-Learning para adultos

A motivação do adulto no treinamento é um dos aspectos fundamentais para o alcance de resultados didáticos eficazes.

A teoria de Malcom Knowles, sobre o treinamento para adultos, recita que os adultos precisam ser ativos na decisão que diz respeito ao treinamento oferecido a eles.

O adulto pode ser um discente voluntário, mas quer ter a sua parte na escolha do treinamento ou ter a possibilidade de compartilhar a escolha que foi feita para ele.

Além disso, os adultos possuem diferentes níveis de consciência do próprio estilo de aprendizado. Podem ter impressões positivas ou negativas a respeito das próprias competências. Pode ser necessário ter que convencê-los a respeito do valor e eficácia de um curso de formação.

A comunicação do treinamento torna-se, então, um elemento fundamental para a aceitação positiva do aluno adulto.

Outro aspecto importante é que o adulto não é uma “tabula rasa” onde podemos escrever o que queremos. Não é um recipiente “vazio” pronto a ser preenchido de conhecimentos como acontece com uma criança, mas sim uma pessoa com um histórico profissional a ser considerado.

Os adultos, durante as próprias experiências de trabalho e durante as experiências pregressas de desenvolvimento profissional, colecionaram uma grande quantidade de informações que podem ser usadas como recurso de aprendizado. Podem significar um background formativo muito amplo. A identidade dos adultos é função do resultado positivo ou negativo das próprias experiências de vida.

Quando estamos em frente a um treinamento presencial, a falta de uma correta comunicação sobre a convocação ao treinamento pode ser resolvida com uma introdução por parte de um diretor da empresa que explica o porquê do treinamento, o investimento que a empresa está fazendo, por que foram selecionados exatamente estes participantes e quais as expectativas da empresa após o treinamento.

O instrutor também pode exercer uma função de incentivador ao longo do treinamento e mitigar a falta de comunicação inicial. O instrutor de fato, além de passar conhecimento, preocupa-se em envolver as pessoas e motivá-las, preocupa-se em considerar a realidade de cada um desfrutando as experiências pessoais dos seus alunos como beneficio para a aula.

Por outro lado, quando lidamos com e-Learning, corremos o risco muito grande de ter o aluno sozinho na frente de um computador, sem ninguém que possa exercer a função de mediador e incentivador ao seu lado.

A falta desta função tem determinado o fracasso de muitos projetos de e-Learning corporativos.

Muitos sistemas de ensino à distância até hoje se basearam no uso exclusivo de Computer Based Training, lições de vídeo e mais recentemente Web Based Training. Todas estas são formas de aprendizado individual. Em cada uma delas o aluno fica sozinho na frente de um equipamento tecnológico e recebe treinamento.
Segundo David e Roger Johnson (cooperation and use of technology – Un. of Minnesota) estas formas exclusivas de aprendizado individual, diminuem a motivação e acrescem tédio, frustração e ansiedade.

Parece, então, que quando falamos de desenvolvimento profissional, a presença de uma comunicação entre aluno e tutor, e entre aluno e aluno é imprescindível também no ensino à distância. O desafio é fazer isso acontecer sem quebrar as regras de economia e de praticidade que estão na base de cada sistema e-Learning.

A tecnologia de rede usada de forma oportuna, pode ajudar a criar sistemas “Blended de ensino” que misturem aprendizado individual (WBT) a formas de aprendizado colaborativo (Virtual Clasrooms) mantendo assim a eficiência do e-Learning e a eficácia do ensino presencial.

> Voltar para lista de artigos